sexta-feira, 8 de abril de 2011

ILUSÕES DE ÓPTICA

As ilusões de óptica são bem engraçadas. Fazem o cérebro pensar no que realmente está a ver. O termo Ilusão de óptica aplica-se a todas ilusões que “enganam” o sistema visual humano fazendo-nos ver qualquer coisa que não está presente ou fazendo-nos vê-la de um modo erróneo. Algumas são de carácter fisiológico, outras de carácter cognitivo.

A ilusão de óptica é um erro, um engano cometido por seu cérebro devido à forma com a qual ele constrói as imagens. Veja essas imagens e faça os exercícios surgeridos:

Fixe seu olhar no ponto central.

Depois, aproxime-se e afaste-se do monitor.

Repita o procedimento da imagem anterior


Agora, identifique a real geometria formada por esses dados

Conte quantos pontinhos brancos estão pintados

Aqui um pequeno vídeo de imagem com ilusões de óptica.



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

ECLIPSE DA LUA E SOLSTÍCIO DE VERÃO. DOIS EVENTOS NO MESMO DIA.



No próximo dia 21 de dezembro teremos dois eventos astronômicos envolvendo Sol, Terra e Lua num mesmo dia. Tratam-se do Solstício de Verão (hemisfério sul) e o Eclipse Total da Lua. Considerando o Tempo Universal como referência de data, o meio do eclipse ocorrerá às 08:16 TU enquanto que o instante do Solstício de Verão será às 23:38 TU do dia 21 de dezembro. Embora sejam fenômenos corriqueiros, nem sempre existe a coincidência de ocorrerem na mesma data. A última vez que aconteceu um eclipse lunar no solstício de verão foi em 1991 quando a Lua ficou apenas 9% coberta pela sombra da Terra. Se buscarmos por outro eclipse lunar combinado com solstício de verão remontamos a 21 de dezembro de 1638, quando houve um eclipse total da Lua cujo meio ocorreu à 01:59 UT enquanto que o instante do solstício ocorreu às 16:04 UT. Uma próxima ocasião será somente em 2094 quando um eclipse total da Lua, visível em parte no Brasil, coincidirá com o solstício de verão no dia 21 de dezembro.

Notamos então que um eclipse total da Lua no mesmo dia do solstício de verão é raro.

Estará preparado para observá-lo?

Um eclipse na madrugada
O principal desafio para acompanhar este eclipse é que ele acontecerá durante a madrugada em todo o território nacional. É bem verdade que tal horário dificulta a realização de eventos de observação pública, porém o fato de ocorrer no mesmo dia do Solstício de Verão resulta num atrativo a mais.

As circunstâncias deste eclipse
A costa leste do Brasil acompanhará apenas a primeira parte do eclipse, pois a Lua irá se por no momento do meio da totalidade. Os estados do Amapá, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia e Amazonas (oriental) acompanharão até o fim da totalidade. Apenas os estados de Roraima, Acre e parte ocidental do Amazonas observarão até a saída da Lua na sombra.
Para os estados onde permanece o Horário da Costa Leste Brasileira (GMT-3), (Caso de nosso Rio Grande do Norte).

Entrada da Lua na penumbra (P1): 02:27
Entrada da Lua na sombra (U1): 03:32
Início da totalidade (U2): 04:40
Meio do eclipse : 05:16
Fim da totalidade (U3): 05:53
Saída da Lua na sombra (U4): 07:01
Saída da Lua na penumbra (P2): 08:06




SOBRE O SOLSTÍCIO
Na Astronomia do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste atinge a maior declinação em longitude medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro, mas essa variação é pequena. Quando ocorre no verão, a duração do dia será a mais longa no período. Analogamente, quando ocorre no inverno, a duração da noite será mais longa no período.
No hemisfério sul o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de dezembro e o solstício de inverno por volta do dia 21 de junho. Estas datas marcam o início dessas respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério norte, o fenômeno é simétrico: o solstício de inverno ocorre em dezembro e o solstício de verão ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronômicos.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão no hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente a Terra na linha do Trópico de Capricórnio. No solstício de inverno do hemisfério sul, ocorre à mesma coisa no Trópico de Câncer.


Antônio Araújo Sobrinho

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Raio

Um raio é um fenômeno em que para acontecer é preciso que existam cargas opostas entre uma nuvem e o chão, quando isso acontece, a atração é muito forte, então temos uma enorme descarga elétrica.

Existem três tipos de raios classificados pela sua origem, também menos comumente chamados descargas iônicas ou atmosféricas:

  • Da nuvem para o solo.
  • Do solo para a nuvem.
  • Entre nuvens.

A descarga ocorre no momento em que as cargas elétricas atingem energia suficiente para superar a rigidez elétrica do ar, de forma explosiva, luminosa e violenta.

O processo ainda não se encontra totalmente esclarecido, havendo controvérsias sobre seu mecanismo de formação, mas sabe-se que, na maioria dos casos, a descarga ocorre após uma concentração de cargas, no qual pode-se falar em centros de concentração, e prossegue em duas fases distintas:

  • Na primeira libertam-se da nuvem várias descargas menores a partir do ar ionizado, criando o precursor da descarga: uma corrente iônica tanto maior quanto mais se aproxima do solo, favorecendo assim o trajeto do raio em formação. O precursor pode ser predominantemente ascendente ou descendente, pois, depende da natureza dos íons que formam a nuvem iônica. Ao ocorrer de um precursor aproximar-se do outro centro de cargas, este induzirá uma formação de um precursor oposto.
  • Quando o precursor completa o contato entre os centros de cargas, ocorre no sentido inverso ao longo daquele trajeto uma corrente aniônica, ou catiônica, dependendo da carga. É esta segunda descarga que vemos e ouvimos, e que irá contribuir para equilibrar as cargas iônicas da nuvem e do solo.

É comum de ocorrer mais de uma descarga através de um mesmo canal, no qual o ar encontra-se parcialmente ionizado. Estas descargas subsequentes são usualmente mais fracas que a primeira descarga.

Em geral, as descargas verticais normalmente predominam na frente de uma tempestade, tomando-se por base o sentido de seu deslocamento.

Os raios horizontais se formam na parte de trás, também levando-se em conta o sentido de deslocamento das massas de ar. Estas estão sempre presentes em qualquer trovoada, e aquecem localmente o ar até temperaturas muito elevadas.

O aquecimento do ar causa a expansão explosiva dos gases atmosféricos ao longo da descarga, resultando numa violenta onda de choque (ou de pressão), composta de compressão e rarefacção, que interpretados como "trovão".

Uma tempestade (em algumas regiões, dá-se a nomenclatura "trovoada") típica produz três ou quatro descargas por minuto, em média.

Para-raios

Os para-raios protegem inteiramente os edifícios contra os raios. são barras de metal, de mais ou menos um metro de altura, que são colocadas nas partes mais altas dos edifícios, e ligadas à terra. Em vez de se colocar uma só barra, consegue-se uma proteção mais eficiente com várias barras colocadas mais ou menos a 4 metros uma da outra, todas ligadas à terra.

Quando uma nuvem eletrizada passa perto do para-raio, por indução aparece nele uma carga elétrica de sinal oposto ao da nuvem. Então a carga da nuvem é atraída, dá-se o raio entre a nuvem e o para-raio, e assim a carga da nuvem é escoada para a Terra (fig. 34).

A zona de proteção que o para-raios oferece é um círculo em torno do edifício de raio aproximadamente igual a duas vezes e meia a altura do edifício. Por exemplo, um edifício de 40 metros de altura oferece proteção dentro de um círculo ao seu redor de 100 metros de raio aproximadamente.

o edifício é protigido pelo para-raio

O leitor pode comprovar muito facilmente a eficiência do para-raio com a seguinte experiência. Em uma casa de brinquedo coloque um bico de Bunsen, de maneira que a sua ponta saia pelo telhado como se fosse uma chaminé. Acima do telhado coloque uma chapa metálica, ligada a um terminal de uma máquina eletrostática. Quando a máquina eletrostática funciona, a placa metálica se eletriza, e salta uma faísca da placa ao bico de Bunsen. Essa faísca acende o gás do bico de Bunsen, (fig. 35a). Depois adapte ao telhado da casa uma barra metálica (para-raio) em comunicação com uma torneira que, como sabemos, é ligada à terra. Agora a faísca saltará à barra metálica, e não mais ao bico de Bunsen, que não mais se acende (fig. 35-b).

eficiência do para_raio ligado ao fio terre

Em dias de tempestade, em uma casa não protegida por para-raios é muito perigoso ficar-se perto de lareiras e chaminés, porque são “captadores de raio”. Se, por desventura, o leitor um dia se encontrar em campo aberto em plena tempestade, lembre-se de que é mais garantido molhar-se muito do que ficar em baixo de árvores ou qualquer outra coisa que possa funcionar como um “para-raios” inoportuno.


Para saber mais...

http://efisica.if.usp.br/eletricidade/basico/carga/raio_relampago/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_%28meteorologia%29

http://www.sbfisica.org.br/fne/Vol4/Num2/v4n2a03.pdf

terça-feira, 31 de agosto de 2010

ENERGIAS RENOVÁVEIS


As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da Natureza que nos rodeia, como o Sol ou o Vento. Estas energias podem ser:
• Energia Solar: A energia do Sol pode ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de água;
• Energia Eólica: A energia dos ventos que pode ser convertida em electricidade através de turbinas eólicas ou aerogeradores;
• Energia Hídrica: A energia da água dos rios, das marés e das ondas que podem ser convertidas em energia eléctrica, como por exemplo as barragens;
• Energia Geotérmica: A energia da terra pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água;
A integração de energias renováveis nos edifícios é um desafio para o qual o objetivo é conceber um edifício eficiente que permita a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte de energia que seja útil para o edifício. Na realidade a colocação de, por exemplo, painéis solares na cobertura do edifício não é por si só uma medida eficiente de energia, pois se não tivermos em conta a eficiência do edifício esta pode nem ser suficiente para comportar a energia, por exemplo, da iluminação quanto mais do resto dos sistemas. Daí a importância da integração dos sistemas de energias renováveis em edifícios eficientemente energéticos que até esse ponto esgotaram todas as possíveis estratégias de design passivo na sua concepção ou que na sua reabilitação foram tidas em conta medidas de reabilitação energética e de eficiência energética.
Os incentivos à utilização de energias renováveis é o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa). Este interesse deve-se em parte aos objetivos da União Europeia, do Protocolo de Quioto e das preocupações com as alterações climáticas.
A utilização das energias renováveis, como por exemplo os painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para a produção de calor e de energia eléctrica a partir do aproveitamento da energia solar, é uma forma para a qual Portugal dispõe de recursos de grande abundância, comparando a disponibilidade de horas de Sol por ano com outros países da União Europeia. No entanto, estes devem ser tidos como complementos à arquitectura dos edifícios que não devem descurar o aproveitamento de estratégias de design passivo, como o uso da orientação solar, da ventilação natural, da inércia térmica e do sombreamento, entre outras. Estas estratégias são uma solução bastante vantajosa devido ás condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.
A promoção da Eficiência Energética e a utilização de energias renováveis em edifícios tem sido feita pela revisão e aplicação de Regulamentos, como o RCCTE e o RSECE, e pela aprovação da criação de um Sistema de Certificação Energética, visando a redução dos consumos de energia e correspondentes emissões de CO2. Pois o setor dos edifícios nos consumos médios anuais de energia em Portugal representam, de acordo com dados do início da década de 2000 da DGE, cerca de 22% do consumo em energia final do país, onde nas grandes cidades este número sobe para 36%. Estes números têm vindo a aumentar cerca de 3,7% no setor residencial e 7,1% no setor dos serviços.

Fonte: http://energiasrenováveis.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

O que foi o Ano Internacional da Astronomia - 2009 ?


O Ano Internacional da Astronomia em 2009 comemorou os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta foi uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Foi dado forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais.
A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.
Há um século atrás, mal tínhamos idéia da existência de nossa própria Galáxia e hoje sabemos que existem centenas de bilhões delas no limite de visibilidade do Universo e revelamos sua desabalada carreira para todas as direções. Conseguimos medir com boa precisão a idade e a composição química do Universo. Descobrimos um verdadeiro “zoológico” de astros, variando entre densidades mais altas que a do núcleo atômico até mais baixas que o vácuo de laboratório e ambientes com temperaturas de bilhões de graus ao zero absoluto. O céu é um imenso e diversificado laboratório de Física. Mostramos que a vida na Terra está intimamente ligada às estrelas, através dos elementos químicos que elas produziram e da energia que fornecem.
Há poucas décadas, a Astronomia revelou que todas as formas de matéria e energia tratadas pela Física são apenas uma minúscula fração do Universo, dominado pela matéria e energia “escuras”. Não tínhamos meios de demonstrar que as outras estrelas constituem sistemas planetários como o nosso, e em poucos anos já catalogamos mais de 200 planetas extra-solares.
O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia. O Ano Internacional se propões a satisfazer a demanda do público por informação e por envolvimento. Não só ao longo do ano de 2009, mas através da herança desta celebração, criando canais de comunicação, programas educacionais a longo prazo e engajando jovens na carreira científica.
A estrutura em rede, com “nós” locais, nacionais e globais permitirá compartilhar recursos e trocar experiências. Ela se tornará um portal onde público, educadores e pesquisadores encontrarão todos os recursos de Astronomia existentes. A definição de metas e objetivos e a avaliação dos resultados permitirão a criação de métodos eficientes de divulgação científica.

Fonte:http://www.astronomia2009.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=47:oqueeoiya2009&catid=25:introducao&Itemid=53


sábado, 10 de julho de 2010

Cometas: os astros travessos


Talvez eles sejam os astros mais misteriosos de todo o Sistema Solar – e também os mais traquinas. Não é seguro tentar prever suas condições de visibilidade e, às vezes, um espetáculo anunciado pode se transformar num grande fiasco. Também não é raro sermos pegos de surpresa por um cometa novo, recém-capturado pelo Sol, que se torna a coqueluche do momento entre os astrônomos.

Bem-vindo ao universo dos cometas. Em geral eles não são astros muito grandes. Em cada um deles há um núcleo rochoso irregular com uns poucos quilômetros de extensão. Uma “bola de gelo suja” com dióxido de carbono, metano, amônia, água e alguns minerais.

A coma (um substantivo feminino, que significa cabelo crescido, ou grande) dá a forma característica dos cometas.
A fraca gravidade torna fácil para os grãos de poeira escaparem de sua superfície. Assim, quando se aproximam do Sol, o calor e a radiação aquecem o núcleo gelado, fazendo surgir um manto de partículas e gases incandescentes, a coma.
Deformada, é da coma que irá se formar a peculiar cauda de poeira, estendendo-se por milhões de quilômetros no espaço, literalmente!

Caudas esvoaçantes
COMETAS PODEM TER VÁRIAS CAUDAS. Quando um cometa está longe do Sol e o núcleo congela, seu brilho é muito fraco e ele não pode ser observado sem instrumentos. Porém, quando a coma se desenvolve, o pó reflete muito mais luz, e o gás na coma absorve radiação ultravioleta do Sol e se torna fluorescente.

Basta que um cometa se aproxime o equivalente a quatro ou cinco vezes a distância da Terra ao Sol para que o fenômeno da fluorescência se torne predominante e supere a luz refletida.

À medida que ficam ainda mais perto, a pressão da radiação e do vento solar faz com que eles percam matéria, que jorra para o espaço em diferentes velocidades.

As partículas de pó com mais massa são aceleradas devagar, e tendem a se formar uma fila que acaba se encurvando no espaço. Mas parte do material é ionizado e, por ser muito menos volumoso, recebe um impulso tão grande que se estende quase em linha reta para longe do cometa, na direção oposta ao Sol. É a cauda de plasma.



O cometa West, de 1976, exibe suas caudas. A de cor azul é a cauda de plasma, retilínea e composta por gás ionizado, e a branca é a cauda de poeira, que se desfaz em trilhões de partículas microscópicas.


MUITO ALÉM DA ÓRBITA DE PLUTÃO há uma imensa região que lembra o Cinturão de Asteróides, aquele que fica entre Marte e Júpiter. Só que ali residem, silenciosamente, talvez uns 100 bilhões de astros pequenos, onde fragmentos de rocha e metal combinam-se com gases como o nitrogênio e o monóxido de carbono.

Congelados, esses núcleos escuros percorrem vagarosamente longas órbitas em torno de um Sol distante. Essa é uma região de fronteira. Por ali começa o meio interestelar, o reino dos outros sóis.

Uma pequena perturbação gravitacional é suficiente para lançar alguns deles definitivamente para longe - ou em direção ao Sol, num mergulho, algumas vezes, sem volta. É assim que eles acabam aparecendo em nosso céu, pois estamos bem perto do Sol e qualquer coisa brilhante que vá na direção do astro-rei acaba sendo vista daqui.

De sorte que esses astros escuros formam suas caudas luminosas justamente quando se aproximam do astro-rei. Por outro lado, essa sorte pode se transformar num prenúncio de catástrofe, na remota hipótese, porém plausível, de estarmos no caminho de um deles.
Quando morrem os príncipes
A OBSERVAÇÃO DE COMETAS É TÃO ANTIGA quanto o registro dos eclipses e funde-se com a própria história da humanidade. Na Antiguidade, era comum associá-los a maus presságios.

No ano 44 a.C., por ocasião da morte de César, um cometa brilhante visto em Roma foi acreditado como sendo o seu próprio fantasma! Bem mais recentemente, há 500 anos, logo depois que a frota comandada por Pedro Álvares Cabral partiu do Brasil em direção às Índias, um cometa de cauda comprida foi visto em pleno Atlântico Sul. Dias depois, um tufão afundou impiedosamente quatro naus e as que seguiram viagem encontrariam desafios terríveis.


Exageros à parte, cometas vistos a uma distância segura não trazem infortúnios, a não ser a tristeza para aqueles que perdem a ocasião ímpar de contemplá-los.

Mas que ninguém deseje ter estado na Terra no dia que um deles caiu sobre o Mar do Caribe, há 65 milhões de anos.

Naquela época nossos ancestrais eram mamíferos que tiveram a sorte de serem pequenos o bastante para resistir aos dias de escuridão, frio e pouca comida que se seguiram. Todos os outros seres vivos com mais de 15 kg não conseguiram sobreviver. À colisão desse astro se atribui a principal causa da extinção dos dinossauros.

Não há, contudo, motivo algum para pânico. Travessos, esses belos astros parecem se divertir apenas por nos fazer perscrutar os céus por horas a fio à sua procura.

Astrônomos amadores do mundo inteiro fazem constantes descobertas. Em seguida, pesquisadores muito bem aparelhados fazem estimativas sobre o seu brilho quando passarem mais perto de nós.

Depois, as caóticas ejeções de material de seus núcleos fazem questão de se comportar como querem: promovendo saltos aleatórios de brilho, fazendo-os sumir entre as estrelas mais fracas ou resplandecer com uma luz tão intensa, que podem até ser observados à luz do dia. Afinal, são cometas!

Fonte: http://www.zenite.nu/

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Planetas anões - Plutão


No final do século XIX já havia suspeitas de que haveria um planeta depois de Netuno e muitos pesquisadores estavam dispostos a encontrá-lo. Entre eles o astrônomo americano Percival Lowell (1855-1916) que construiu seu próprio observatório astronômico. Mas foi um de seus auxiliares, o jovem Clyde William Tombaugh (1906-1997), que em março de 1930 descobriu Plutão.

Seu único satélite, Caronte, foi descoberto somente em 1978. Até hoje, boa parte dos dados disponíveis sobre ambos são estimativas baseadas em observações. Sabe-se, por exemplo, que Plutão é menos denso que todos os planetas rochosos do Sistema Solar, embora mais denso que os gigantes gasosos.

Plutão gira em volta do Sol percorrendo uma órbita tão elíptica que por cerca de 20 a cada 248 anos de seu período orbital ele passa internamente à órbita de Netuno. A última vez que isso aconteceu foi de 1979 a janeiro de 1999.

Sua massa equivale a menos de 2% da massa da Lua. Plutão é menor e menos massivo que os quatro principais satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto), que Titã (lua de Saturno) e também Tritão (de Urano). Mesmo assim ele era o maior e mais massivo objeto do Cinturão de Kuiper até a decoberta de Éris, em 2005, e continua sendo maior que qualquer asteróide do Cinturão Principal.

Composição e atmosfera
SEGUNDO O MODELO PROPOSTO, baseado nos valores medidos de densidade, raio e período de rotação e ainda levando em conta as substâncias presentes àquela distância do Sol, Plutão tem um núcleo rochoso de silicatos, sobre o qual existiria um manto de gelo e material orgânico e uma superfície recoberta de água, metano, nitrogênio e óxido de carbono congelados.

O principal elemento na atmosfera de Plutão pode ser o nitrogênio. A pressão atmosférica, assim como outros aspectos físicos desse planeta, lembram os valores encontrados para Tritão, a maior lua de Netuno.

Notáveis variações de brilho (albedo) foram detectadas pelo Telescópio Espacial Hubble, que em junho de 2005 encontrou mais duas luas em órbitas quase circulares em torno de Plutão. No ano seguinte os novos satélites foram denominados Nix e Hidra.

Curiosidades sobre Plutão
Na época da descoberta de Plutão foram sugeridos vários nomes, como Cronos ou Minerva. Mas quem sugeriu Plutão foi uma garotinha inglesa de onze anos chamada Venetia Phair, que se interessava tanto por mitologia quanto por astronomia.

Plutão foi considerado um planeta do Sistema Solar de 1930 a 2006, quando a União Astronômica Internacional decidiu incluí-lo numa nova categoria de objetos, os planetas anões, da qual também fazem parte Ceres (maior asteróide do cinturão principal) e Éris.

Visto de Plutão, o Sol é apenas a estrela mais brilhante entre todas as outras do céu. Acredita-se que um dia ensolarado nesse mundo é o mesmo que uma noite pálida de luar na Terra.

Estima-se que a temperatura na superfície de Plutão atinja os inconcebíveis 230°C negativos. Frio o bastante para que sua própria atmosfera congele, reaparecendo somente quando o planeta atinge o periélio, o ponto de maior aproximação com o Sol, que ocorre aos 4,42 bilhões de quilômetros do astro-rei.

Caronte é a maior lua de Plutão, com 1/8 da sua massa (a maioria dos satélites são milhares ou milhões de vezes menos massivos). Quando Plutão considerado planeta, essa era a maior correlação de massa do Sistema Solar. Agora esse número pertence ao sistema Terra-Lua, com 1/81.

Estudos indicam Nix e Hidra se originaram do formidável impacto que criou Caronte, há bilhões de anos. Isso sugere que outros objetos do Cinturão de Kuiper também poderiam abrigar satélites múltiplos – e o próprio Plutão teria anéis de matéria fragmentada. Nada mais que escombros lançados da superfície das minúsculas luas.

Plutão e suas três luas são membros do Cinturão de Kuiper, um grupo de objetos situados entre 5 e 8 bilhões de quilômetros do Sol. A maioria deles são pequenos asteróides. Éris e Plutão são planetas anões.

Se as medidas estiverem corretas, o período de rotação de Caronte coincide com a rotação de Plutão: um caso único no Sistema Solar. Caronte seria um satélite geoestacionário de Plutão.


Fonte: http://www.zenite.nu/