terça-feira, 31 de agosto de 2010

ENERGIAS RENOVÁVEIS


As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da Natureza que nos rodeia, como o Sol ou o Vento. Estas energias podem ser:
• Energia Solar: A energia do Sol pode ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de água;
• Energia Eólica: A energia dos ventos que pode ser convertida em electricidade através de turbinas eólicas ou aerogeradores;
• Energia Hídrica: A energia da água dos rios, das marés e das ondas que podem ser convertidas em energia eléctrica, como por exemplo as barragens;
• Energia Geotérmica: A energia da terra pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água;
A integração de energias renováveis nos edifícios é um desafio para o qual o objetivo é conceber um edifício eficiente que permita a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte de energia que seja útil para o edifício. Na realidade a colocação de, por exemplo, painéis solares na cobertura do edifício não é por si só uma medida eficiente de energia, pois se não tivermos em conta a eficiência do edifício esta pode nem ser suficiente para comportar a energia, por exemplo, da iluminação quanto mais do resto dos sistemas. Daí a importância da integração dos sistemas de energias renováveis em edifícios eficientemente energéticos que até esse ponto esgotaram todas as possíveis estratégias de design passivo na sua concepção ou que na sua reabilitação foram tidas em conta medidas de reabilitação energética e de eficiência energética.
Os incentivos à utilização de energias renováveis é o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa). Este interesse deve-se em parte aos objetivos da União Europeia, do Protocolo de Quioto e das preocupações com as alterações climáticas.
A utilização das energias renováveis, como por exemplo os painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para a produção de calor e de energia eléctrica a partir do aproveitamento da energia solar, é uma forma para a qual Portugal dispõe de recursos de grande abundância, comparando a disponibilidade de horas de Sol por ano com outros países da União Europeia. No entanto, estes devem ser tidos como complementos à arquitectura dos edifícios que não devem descurar o aproveitamento de estratégias de design passivo, como o uso da orientação solar, da ventilação natural, da inércia térmica e do sombreamento, entre outras. Estas estratégias são uma solução bastante vantajosa devido ás condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.
A promoção da Eficiência Energética e a utilização de energias renováveis em edifícios tem sido feita pela revisão e aplicação de Regulamentos, como o RCCTE e o RSECE, e pela aprovação da criação de um Sistema de Certificação Energética, visando a redução dos consumos de energia e correspondentes emissões de CO2. Pois o setor dos edifícios nos consumos médios anuais de energia em Portugal representam, de acordo com dados do início da década de 2000 da DGE, cerca de 22% do consumo em energia final do país, onde nas grandes cidades este número sobe para 36%. Estes números têm vindo a aumentar cerca de 3,7% no setor residencial e 7,1% no setor dos serviços.

Fonte: http://energiasrenováveis.com/

terça-feira, 13 de julho de 2010

O que foi o Ano Internacional da Astronomia - 2009 ?


O Ano Internacional da Astronomia em 2009 comemorou os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. Esta foi uma celebração global da Astronomia e suas contribuições para o conhecimento humano. Foi dado forte ênfase à educação, ao envolvimento do público e ao engajamento dos jovens na ciência, através de atividades locais, nacionais e globais.
A Astronomia é uma das ciências mais antigas e deu origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Teve papel fundamental na organização do tempo e do espaço explorados pela humanidade. Forneceu as ferramentas conceituais para a astronáutica, para a análise espectral da luz, para a fusão nuclear, para a procura de partículas elementares. Os observatórios sempre estiveram na fronteira da óptica, da mecânica de precisão, da automação, da detecção e processamento de sinais. Hoje telescópios no solo e no espaço captam informações em todas as faixas do espectro eletromagnético, desde os raios-gama à ondas longas de rádio. Ela teve e tem profundo impacto no conhecimento e é uma das mais refinadas expressões do intelecto humano.
Há um século atrás, mal tínhamos idéia da existência de nossa própria Galáxia e hoje sabemos que existem centenas de bilhões delas no limite de visibilidade do Universo e revelamos sua desabalada carreira para todas as direções. Conseguimos medir com boa precisão a idade e a composição química do Universo. Descobrimos um verdadeiro “zoológico” de astros, variando entre densidades mais altas que a do núcleo atômico até mais baixas que o vácuo de laboratório e ambientes com temperaturas de bilhões de graus ao zero absoluto. O céu é um imenso e diversificado laboratório de Física. Mostramos que a vida na Terra está intimamente ligada às estrelas, através dos elementos químicos que elas produziram e da energia que fornecem.
Há poucas décadas, a Astronomia revelou que todas as formas de matéria e energia tratadas pela Física são apenas uma minúscula fração do Universo, dominado pela matéria e energia “escuras”. Não tínhamos meios de demonstrar que as outras estrelas constituem sistemas planetários como o nosso, e em poucos anos já catalogamos mais de 200 planetas extra-solares.
O interesse do público pelo espaço cósmico nunca foi maior, colocando as descobertas astronômicas na primeira página da mídia. O Ano Internacional se propões a satisfazer a demanda do público por informação e por envolvimento. Não só ao longo do ano de 2009, mas através da herança desta celebração, criando canais de comunicação, programas educacionais a longo prazo e engajando jovens na carreira científica.
A estrutura em rede, com “nós” locais, nacionais e globais permitirá compartilhar recursos e trocar experiências. Ela se tornará um portal onde público, educadores e pesquisadores encontrarão todos os recursos de Astronomia existentes. A definição de metas e objetivos e a avaliação dos resultados permitirão a criação de métodos eficientes de divulgação científica.

Fonte:http://www.astronomia2009.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=47:oqueeoiya2009&catid=25:introducao&Itemid=53


sábado, 10 de julho de 2010

Cometas: os astros travessos


Talvez eles sejam os astros mais misteriosos de todo o Sistema Solar – e também os mais traquinas. Não é seguro tentar prever suas condições de visibilidade e, às vezes, um espetáculo anunciado pode se transformar num grande fiasco. Também não é raro sermos pegos de surpresa por um cometa novo, recém-capturado pelo Sol, que se torna a coqueluche do momento entre os astrônomos.

Bem-vindo ao universo dos cometas. Em geral eles não são astros muito grandes. Em cada um deles há um núcleo rochoso irregular com uns poucos quilômetros de extensão. Uma “bola de gelo suja” com dióxido de carbono, metano, amônia, água e alguns minerais.

A coma (um substantivo feminino, que significa cabelo crescido, ou grande) dá a forma característica dos cometas.
A fraca gravidade torna fácil para os grãos de poeira escaparem de sua superfície. Assim, quando se aproximam do Sol, o calor e a radiação aquecem o núcleo gelado, fazendo surgir um manto de partículas e gases incandescentes, a coma.
Deformada, é da coma que irá se formar a peculiar cauda de poeira, estendendo-se por milhões de quilômetros no espaço, literalmente!

Caudas esvoaçantes
COMETAS PODEM TER VÁRIAS CAUDAS. Quando um cometa está longe do Sol e o núcleo congela, seu brilho é muito fraco e ele não pode ser observado sem instrumentos. Porém, quando a coma se desenvolve, o pó reflete muito mais luz, e o gás na coma absorve radiação ultravioleta do Sol e se torna fluorescente.

Basta que um cometa se aproxime o equivalente a quatro ou cinco vezes a distância da Terra ao Sol para que o fenômeno da fluorescência se torne predominante e supere a luz refletida.

À medida que ficam ainda mais perto, a pressão da radiação e do vento solar faz com que eles percam matéria, que jorra para o espaço em diferentes velocidades.

As partículas de pó com mais massa são aceleradas devagar, e tendem a se formar uma fila que acaba se encurvando no espaço. Mas parte do material é ionizado e, por ser muito menos volumoso, recebe um impulso tão grande que se estende quase em linha reta para longe do cometa, na direção oposta ao Sol. É a cauda de plasma.



O cometa West, de 1976, exibe suas caudas. A de cor azul é a cauda de plasma, retilínea e composta por gás ionizado, e a branca é a cauda de poeira, que se desfaz em trilhões de partículas microscópicas.


MUITO ALÉM DA ÓRBITA DE PLUTÃO há uma imensa região que lembra o Cinturão de Asteróides, aquele que fica entre Marte e Júpiter. Só que ali residem, silenciosamente, talvez uns 100 bilhões de astros pequenos, onde fragmentos de rocha e metal combinam-se com gases como o nitrogênio e o monóxido de carbono.

Congelados, esses núcleos escuros percorrem vagarosamente longas órbitas em torno de um Sol distante. Essa é uma região de fronteira. Por ali começa o meio interestelar, o reino dos outros sóis.

Uma pequena perturbação gravitacional é suficiente para lançar alguns deles definitivamente para longe - ou em direção ao Sol, num mergulho, algumas vezes, sem volta. É assim que eles acabam aparecendo em nosso céu, pois estamos bem perto do Sol e qualquer coisa brilhante que vá na direção do astro-rei acaba sendo vista daqui.

De sorte que esses astros escuros formam suas caudas luminosas justamente quando se aproximam do astro-rei. Por outro lado, essa sorte pode se transformar num prenúncio de catástrofe, na remota hipótese, porém plausível, de estarmos no caminho de um deles.
Quando morrem os príncipes
A OBSERVAÇÃO DE COMETAS É TÃO ANTIGA quanto o registro dos eclipses e funde-se com a própria história da humanidade. Na Antiguidade, era comum associá-los a maus presságios.

No ano 44 a.C., por ocasião da morte de César, um cometa brilhante visto em Roma foi acreditado como sendo o seu próprio fantasma! Bem mais recentemente, há 500 anos, logo depois que a frota comandada por Pedro Álvares Cabral partiu do Brasil em direção às Índias, um cometa de cauda comprida foi visto em pleno Atlântico Sul. Dias depois, um tufão afundou impiedosamente quatro naus e as que seguiram viagem encontrariam desafios terríveis.


Exageros à parte, cometas vistos a uma distância segura não trazem infortúnios, a não ser a tristeza para aqueles que perdem a ocasião ímpar de contemplá-los.

Mas que ninguém deseje ter estado na Terra no dia que um deles caiu sobre o Mar do Caribe, há 65 milhões de anos.

Naquela época nossos ancestrais eram mamíferos que tiveram a sorte de serem pequenos o bastante para resistir aos dias de escuridão, frio e pouca comida que se seguiram. Todos os outros seres vivos com mais de 15 kg não conseguiram sobreviver. À colisão desse astro se atribui a principal causa da extinção dos dinossauros.

Não há, contudo, motivo algum para pânico. Travessos, esses belos astros parecem se divertir apenas por nos fazer perscrutar os céus por horas a fio à sua procura.

Astrônomos amadores do mundo inteiro fazem constantes descobertas. Em seguida, pesquisadores muito bem aparelhados fazem estimativas sobre o seu brilho quando passarem mais perto de nós.

Depois, as caóticas ejeções de material de seus núcleos fazem questão de se comportar como querem: promovendo saltos aleatórios de brilho, fazendo-os sumir entre as estrelas mais fracas ou resplandecer com uma luz tão intensa, que podem até ser observados à luz do dia. Afinal, são cometas!

Fonte: http://www.zenite.nu/

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Planetas anões - Plutão


No final do século XIX já havia suspeitas de que haveria um planeta depois de Netuno e muitos pesquisadores estavam dispostos a encontrá-lo. Entre eles o astrônomo americano Percival Lowell (1855-1916) que construiu seu próprio observatório astronômico. Mas foi um de seus auxiliares, o jovem Clyde William Tombaugh (1906-1997), que em março de 1930 descobriu Plutão.

Seu único satélite, Caronte, foi descoberto somente em 1978. Até hoje, boa parte dos dados disponíveis sobre ambos são estimativas baseadas em observações. Sabe-se, por exemplo, que Plutão é menos denso que todos os planetas rochosos do Sistema Solar, embora mais denso que os gigantes gasosos.

Plutão gira em volta do Sol percorrendo uma órbita tão elíptica que por cerca de 20 a cada 248 anos de seu período orbital ele passa internamente à órbita de Netuno. A última vez que isso aconteceu foi de 1979 a janeiro de 1999.

Sua massa equivale a menos de 2% da massa da Lua. Plutão é menor e menos massivo que os quatro principais satélites de Júpiter (Io, Europa, Ganimedes e Calisto), que Titã (lua de Saturno) e também Tritão (de Urano). Mesmo assim ele era o maior e mais massivo objeto do Cinturão de Kuiper até a decoberta de Éris, em 2005, e continua sendo maior que qualquer asteróide do Cinturão Principal.

Composição e atmosfera
SEGUNDO O MODELO PROPOSTO, baseado nos valores medidos de densidade, raio e período de rotação e ainda levando em conta as substâncias presentes àquela distância do Sol, Plutão tem um núcleo rochoso de silicatos, sobre o qual existiria um manto de gelo e material orgânico e uma superfície recoberta de água, metano, nitrogênio e óxido de carbono congelados.

O principal elemento na atmosfera de Plutão pode ser o nitrogênio. A pressão atmosférica, assim como outros aspectos físicos desse planeta, lembram os valores encontrados para Tritão, a maior lua de Netuno.

Notáveis variações de brilho (albedo) foram detectadas pelo Telescópio Espacial Hubble, que em junho de 2005 encontrou mais duas luas em órbitas quase circulares em torno de Plutão. No ano seguinte os novos satélites foram denominados Nix e Hidra.

Curiosidades sobre Plutão
Na época da descoberta de Plutão foram sugeridos vários nomes, como Cronos ou Minerva. Mas quem sugeriu Plutão foi uma garotinha inglesa de onze anos chamada Venetia Phair, que se interessava tanto por mitologia quanto por astronomia.

Plutão foi considerado um planeta do Sistema Solar de 1930 a 2006, quando a União Astronômica Internacional decidiu incluí-lo numa nova categoria de objetos, os planetas anões, da qual também fazem parte Ceres (maior asteróide do cinturão principal) e Éris.

Visto de Plutão, o Sol é apenas a estrela mais brilhante entre todas as outras do céu. Acredita-se que um dia ensolarado nesse mundo é o mesmo que uma noite pálida de luar na Terra.

Estima-se que a temperatura na superfície de Plutão atinja os inconcebíveis 230°C negativos. Frio o bastante para que sua própria atmosfera congele, reaparecendo somente quando o planeta atinge o periélio, o ponto de maior aproximação com o Sol, que ocorre aos 4,42 bilhões de quilômetros do astro-rei.

Caronte é a maior lua de Plutão, com 1/8 da sua massa (a maioria dos satélites são milhares ou milhões de vezes menos massivos). Quando Plutão considerado planeta, essa era a maior correlação de massa do Sistema Solar. Agora esse número pertence ao sistema Terra-Lua, com 1/81.

Estudos indicam Nix e Hidra se originaram do formidável impacto que criou Caronte, há bilhões de anos. Isso sugere que outros objetos do Cinturão de Kuiper também poderiam abrigar satélites múltiplos – e o próprio Plutão teria anéis de matéria fragmentada. Nada mais que escombros lançados da superfície das minúsculas luas.

Plutão e suas três luas são membros do Cinturão de Kuiper, um grupo de objetos situados entre 5 e 8 bilhões de quilômetros do Sol. A maioria deles são pequenos asteróides. Éris e Plutão são planetas anões.

Se as medidas estiverem corretas, o período de rotação de Caronte coincide com a rotação de Plutão: um caso único no Sistema Solar. Caronte seria um satélite geoestacionário de Plutão.


Fonte: http://www.zenite.nu/

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Netuno, o último dos gigantes


No caderno de anotações de Galileu consta a curiosa observação de uma estrela que ele chamou de Fixa. Isso foi em 28 de dezembro de 1612. Alguns dias mais tarde Galileu voltaria a observá-la, e dessa vez teria como referência uma outra estrela, que chamou de a.

Analisando suas notas, hoje guardadas na biblioteca de Florença, percebemos que Galileu reparou algo essencial: Fixa estava se aproximado de a. Mas infelizmente, nos dias que se seguiram o tempo não permitiu a continuidade das observações e Galileu perdeu as estrelas de vista.

Foi assim que, por um triz, Galileu não descobriu que Fixa era, na verdade, o planeta Netuno. O último dos planetas gigantes do Sistema Solar ainda teve de esperar até 23 de setembro de 1846, quando foi descoberto por Johann Gottfried Galle, no Observatório de Berlim.

Frequentemente os créditos dessa descoberta vão para o inglês John Couch Adams e o francês Urbain Le Verrier, que não o observaram, mas previram a sua existência matematicamente.

Composição e atmosfera
O NÚCLEO DE NETUNO é bastante semelhante ao de Urano, consistindo num amálgama de silício, ferro e outros elementos pesados, mas com propriedades físicas diferentes das rochas comuns.

Acima do núcleo há um manto gelado de água, metano e amoníaco sobre o qual se estende uma camada mais externa, a atmosfera propriamente dita.

Essa atmosfera contém proporções variadas de microscópicos cristais de gelo, cuja composição ainda não foi esclarecida. A luminosidade do planeta varia ligeiramente com o ciclo de atividade solar, sendo que os períodos de máximo coincidem com uma redução do brilho.

A belíssima cor azulada característica de Netuno deve-se ao metano, que absorve a radiação vermelha. Em sua atmosfera notam-se, ainda, nuvens cirros prateadas que se estendem por milhares de quilômetros.

Curiosidades sobre Netuno
Netuno é o nome latino de Poseidon, deus dos mares da mitologia grega. Sua cor azulada, como as águas de uma praia tropical, ajuda a recordar o seu nome, evitando confundir com o vizinho Urano, mais esverdeado.

Uma poderosa fonte interna de calor – que emite quase o triplo da energia recebida pelo Sol – garante os movimentos convectivos da atmosfera de Netuno, responsáveis pelos ventos mais velozes de todo o Sistema Solar, por volta de 2.000 km/h.

Em Netuno existe um ciclone maior que a Terra chamado Grande Mancha Escura. Ele leva 10 dias para completar uma rotação em torno do planeta, no sentido anti-horário. No centro desse gigantesco furacão uma grande massa de nuvens brancas lhe dá a aparência de um olho gigante.

Fonte: http://www.zenite.nu/

Urano, um reino por um planeta


Em 1781 o famoso astrônomo britânico William Herschel descobriu o planeta Jorge. Jorge?! Que planeta é esse? É que Herschel havia dedicado sua descoberta ao então soberano da Inglaterra, o rei Jorge III. É claro que, por motivos políticos, muitos países protestaram contra essa decisão. Mesmo assim, durante muito tempo chamou-se o novo astro de Georgium Sidus ou, simplesmente, a "Estrela de Jorge".

Quase setenta anos mais tarde, por volta de 1850, a comunidade científica finalmente aceitou o óbvio: o sétimo planeta – depois de Júpiter e de Saturno – seria chamado Urano. Assim, o Sistema Solar refletiria a ordem cronológica sugerida pela mitologia greco-romana. Pois Urano, a personificação dos céus, é pai de Saturno e avô de Júpiter.

Composição e atmosfera
É BASTANTE PROVÁVEL QUE O NÚCLEO de Urano consista num amálgama de silício, ferro e outros elementos pesados, mas com propriedades físicas diferentes das rochas comuns.

Acima do núcleo, um manto gelado de água, metano e amoníaco, sobre o qual se estende a camada mais externa, uma atmosfera rarefeita composta de gás hidrogênio e metano, muito provavelmente acompanhados de hélio, com temperaturas entre -150°C e -200°C.

Curiosidades sobre Urano
Herschel também descobriu dois satélites de Urano e outras duas luas foram encontradas pelo astrônomo inglês William Lassel. O filho de Herschel propôs os nomes Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, os primeiros satélites naturais cujos nomes não se originam da mitologia greco-romana. São, na verdade, personagens da literatura inglesa.

A presença de hidrogênio e metano na atmosfera é responsável pelos tons esverdeados e azulados de Urano, que apresenta uma aparência uniforme, com umas poucas nuvens esbranquiçadas.

Por causa da grande inclinação do eixo de rotação, quase paralelo ao plano de sua órbita, os pólos de Urano se aquecem mais que as regiões equatoriais.

O eixo do campo magnético de Urano também possui a maior inclinação de todo o Sistema Solar, 55° em relação ao eixo de rotação. A origem desse campo é a mesma dos demais planetas: uma massa fluida, condutora, em contínuo movimento devido ao movimento de rotação.

Em 1977 descobriu-se quase por acaso um sistema de anéis em volta de Urano, depois confirmado pela sonda Voyager 2. Não tão belos e brilhantes quantos os de Saturno, mas em seu interior foram encontrados nada menos que 18 satélites, chamados pastores, que governam as órbitas dos anéis mais finos.

Fonte: http://www.zenite.nu/

Saturno, o senhor dos anéis


Pergunte a qualquer um: qual o planeta mais bonito do Sistema Solar? Talvez alguns digam que é a Terra, esse pequeno mundo azul maltratado por uma espécie que vive aqui há menos de dois milhões de anos. Mas a maioria, principalmente os que já tiveram a oportunidade de ver imagens reais dos planetas, dirá que é Saturno.

Em parte pelo seu tamanho, quase tão grande quanto Júpiter; em parte pelo magnífico conjunto de anéis brilhantes, quase um símbolo da Astronomia planetária.

Composição e atmosfera
SATURNO POSSUI UMA COMPOSIÇÃO média parecida com a do Sol. Uma diferença é que o modelo atualmente aceito para sua estrutura interna apresenta um núcleo rochoso composto por óxidos de ferro e magnésio, silício e sulfureto de ferro, entre outros (totalizando até 25% da massa).

Cerca de 50% de seu raio é ocupado por hidrogênio metálico líquido, que só existe sob pressões milhões de vezes superior à pressão ao nível do mar. Acima desta camada, um invólucro de hidrogênio molecular e hélio estende-se até os limites visíveis da atmosfera de Saturno.

Em Saturno, os ventos que sopram na direção leste são muito mais rápidos que o mais poderoso furacão da Terra, movendo-se com até 70% da velocidade do som. Em nosso planeta, a proximidade com o Sol é a fonte de calor necessária à circulação dos ventos.

No caso de Saturno, há uma fonte interna de calor, o que também explica porque emite o dobro da radiação infravermelha que recebe do Sol. Provavelmente conseqüência da compressão do hélio nas regiões centrais da atmosfera.

Curiosidades sobre Saturno
Os anéis de Saturno são formados por uma miríade de cristais de gelo e rocha, pequenos como grãos de arroz ou grandes como uma casa. Toda a estrutura tem cerca de 275 mil quilômetros de largura, mas não ultrapassa 1 km de espessura.

O brilho dos anéis é devido ao reflexo da luz nos cristais de gelo. Sua estabilidade é garantida, em parte, pelos satélites pastores, que desempenham complexas relações de equilíbrio. Mimas, por exemplo, é responsável pela falta de matéria na divisão de Cassini, e Pan, pela divisão de Encke.

A origem dos anéis não está plenamente esclarecida: caso tenham sido formados junto ao planeta não são um sistema estável e o material precisará ser reposto periodicamente, ou desaparecerão um dia.

No volume ocupado por Saturno cabem 760 Terras com folga. Porém sua massa é apenas 95 vezes maior que a terrestre, o que resulta numa densidade menor que a da água. Resultado: se fosse possível colocar o planeta numa enorme piscina ele flutuaria!

A baixa densidade também pode ser confirmada por outra característica notável de Saturno: ele é o planeta mais achatado de todo o Sistema Solar. O diâmetro polar é 10% menor que o equatorial. O mesmo fenômeno ocorre em Júpiter, mas a diferença é de 6%.

Enquanto se passa um ano em Saturno, na Terra você envelheceu quase 30 anos. O planeta fica, em média, 9,5 vezes mais longe do Sol do que a Terra, por isso recebe quase 100 vezes menos luz e calor que a Terra.

Durante alguns anos acreditou-se que Titã seria a maior lua de Saturno e também de todo o Sistema Solar. Essa hipótese foi baseada em medidas feitas por telescópios na Terra, considerando a densa atmosfera de Titã. Coube à Voyager 1 devolver o título de maior satélite para Ganimedes, de Júpiter.