quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vênus, a bela e a fera


Vênus é uma das doze divindades do Olimpo, na mitologia greco-romana. É representada por uma bela jovem cujos longos cabelos caem sobre seu corpo, escondendo as partes íntimas. Vênus é também o nome do planeta mais próximo da Terra e o segundo a partir do Sol.

Mas o planeta é um lugar infernal onde um ser humano não sobreviveria nem por um segundo. Sua densa atmosfera se estende por todo o planeta e esconde os detalhes de sua geografia dos telescópios óticos. Vênus e a Terra são igualmente opostos e irmãos.

Para começar, Terra e Vênus têm quase o mesmo tamanho e são planetas rochosos. Não fosse a pressão atmosférica (cerca de 90 vezes maior que a terrestre) e as temperaturas extremas (capazes de fundir o chumbo) até que seria possível caminhar normalmente em Vênus, pois a gravidade desse planeta também é quase idêntica a terrestre. Mas a atmosfera venusiana não tem a mesma transparência que a da Terra.

Composição e atmosfera
POR SEREM MUITO SEMELHANTES EM MASSA E VOLUME, provavelmente o interior de Vênus é como o da Terra, com um núcleo fundido de proporções parecidas, formado por ferro e níquel na ordem de 33%, recoberto por um manto de silicatos sobre o qual flutua a crosta.

A morfologia dos terrenos venusianos é bastante variada, e as rochas são semelhantes as rochas basálticas terrestres, embora as altas temperaturas do solo favoreçam alterações químicas nas mesmas.

O dióxido de carbono anidrido (CO2) é o gás predominante em Vênus, representando até 96,5% da atmosfera, o restante compõe-se de nitrogênio, monóxido de carbono, argônio e traços rarefeitos de vapor de água, oxigênio e dióxido de enxofre.

Acima das nuvens mais altas ainda há uma fina camada constituída por gotas de ácido sulfúrico. Esses componentes atmosféricos, por serem bastante pesados, respondem pela alta pressão na superfície. Caminhar em Vênus é como estar nas condições de um mergulhador operando a 1.000 m de profundidade.

O invólucro de gases irrespirável de Vênus produz um efeito estufa: a radiação solar que chega ao solo, e deveria ser refletida por ele, fica retida nas camadas atmosféricas, retornando à superfície sem dispersar-se e produzindo um tremendo aquecimento.

O hipotético mergulhador-astronauta não poderia ter em sua roupa qualquer elemento feito de chumbo, pois este se fundiria imediatamente. Sondas terrestres como a soviética Venera e a americana Pioneer Vênus passaram por essa experiência abrasadora, e nenhuma conseguiu sobreviver por mais de uma hora após tocar o solo venusiano.


Curiosidades sobre Vênus
Vênus realiza uma volta em torno de seu próprio eixo num período maior que o necessário para completar uma volta em torno do Sol. Pense bem acerca dessa afirmação: isso significa que um dia em Vênus é maior que um ano.

A rotação de Vênus se dá no sentido oposto à maioria dos outros planetas. Assim, em Vênus o Sol surge do Oeste e se põe no Leste.

Porém, a velocidade de rotação é muito lenta. Do nascer ao pôr-do-sol são quase 116 dias terrestres. Por outro lado, enquanto a nossa atmosfera leva cerca de 24 horas para dar a volta no planeta, acompanhando a rotação, em Vênus bastam 4 dias terrestres, contra os 243 de sua rotação completa. É a super-rotação da atmosfera, provocando ventos de altíssima velocidade.

Vênus reflete 2/3 da luz que recebe do Sol, um esplendor que lhe valeu o apelido de estrela-d'Alva. Povos antigos imaginavam tratar-se de dois astros: Lúcifer, a estrela da manhã, e Vésper, a estrela da tarde. Em latim, Lúcifer significa "o que leva a luz" e apenas na tradução cristã ele é associado ao mal. Mas afinal Lúcifer talvez fosse um nome mais apropriado para o planeta Vênus, um mundo mais próximo de uma visão do inferno que da personificação do amor.

A densa atmosfera de Vênus contribui para uma luminosidade escassa na superfície (como um dia nublado na Terra). Mas a densidade não é homogênea e produz refrações múltiplas, originando várias imagens de um mesmo objeto: do solo de Vênus é possível ver dois ou três sóis.

A superfície de Vênus foi inteiramente mapeada por radar, revelando duas regiões que poderiam ser chamadas de continentes, pois estão acima do nível médio do terreno. Numa região chamada Terra de Ishtar (que significa Vênus para Assírios e Babilônios) ficam os Montes Maxwell, com 11.000 m, e na Terra de Afrodite, maior que o continente africano, há imensos canyons com até 280 km de largura.

É provável que tenham existido oceanos em Vênus num passado remoto. A fúria de um Sol ainda jovem fez evaporar esses mares e expôs as rochas então submersas, liberando dióxido de carbono e dando início a um contínuo processo de aquecimento. Toda a água da superfície acabou desaparecendo.
Fonte:

http://www.zenite.nu/


terça-feira, 6 de julho de 2010

Um estranho mundo chamado Mercúrio


Em certas épocas do ano o planeta Mercúrio pode ser visto baixo no horizonte leste, pouco antes do Sol nascer. Em outras ocasiões estará do lado oeste, permanecendo por pouco tempo depois que o Sol já se pôs. Na Antiguidade, os gregos acreditavam que se tratava de dois astros distintos e deram ao primeiro o nome de Apolo, o deus da luz, da razão e da inspiração. O que surgia no final da tarde foi chamado Hermes, o mensageiro do Olimpo, deus da comunicação e patrono dos comerciantes.

Em latim, Hermes é denominado Mercúrio e este é o nome que permaneceu para designar o primeiro planeta do Sistema Solar, o mais próximo do Sol. Ao longo da história, ele foi observado sucessivamente por egípcios e árabes, por Copérnico e Galileu, entre muitos outros, mas desde que passamos a enviar naves espaciais para investigar o espaço, há menos de 50 anos, Mercúrio foi visitado uma única vez por uma sonda americana chamada Mariner 10.

Composição e atmosfera
OS DADOS OBTIDOS PELA MARINER 10 permitiram determinar a composição geológica do planeta. Mercúrio possui um manto de silicatos ao redor de um núcleo fundido, ocupando cerca de 3/4 de seu próprio diâmetro.

A densidade muito elevada, mais de cinco vezes a da água, e a presença de um campo magnético, só são satisfatoriamente explicadas supondo que ferro e níquel ocupem 65% da massa de Mercúrio. Ele seria o planeta mais denso de todo o Sistema Solar.

Apesar disso, sua pouca gravidade não foi capaz de reter uma atmosfera primordial, que se dispersou pelo espaço também por causa dos fortes ventos solares. Contudo, em 1973, a Mariner 10 detectou um pequeno invólucro muito rarefeito de gases, constituído principalmente por oxigênio, sódio, hidrogênio, hélio e potássio.

Curiosidades sobre Mercúrio
▪ Apesar de ser o planeta mais próximo do Sol, Mercúrio não é tão quente quanto Vênus, que possui um formidável efeito estufa. Sem atmosfera, Mercúrio possui, no entanto, a maior variação de temperatura de todo o Sistema Solar, entre 430ºC no Periélio, na face iluminada, e -170ºC durante a noite (face escura).

▪ Mercúrio leva quase 88 dias terrestres para completar uma volta em torno do Sol. Para ter um ano tão curto é preciso viajar rápido (não é à-toa que é chamado o mensageiro dos deuses). No entanto, o planeta leva menos de 60 dias terrestres para completar uma volta em torno de si mesmo. Faça as contas: isto significa que dois anos em Mercúrio têm apenas três dias!

▪ Em relação à maioria dos outros planetas, a órbita de Mercúrio é uma elipse bem pronunciada. Assim, quando o planeta se aproxima do Sol, sua velocidade de translação é quase igual à rotação, produzindo um curioso efeito: visto de Mercúrio, o Sol pode nascer e se pôr duas vezes num único dia.

▪ O plano da órbita de Mercúrio é inclinado 7º em relação ao plano da órbita terrestre (ou plano da eclíptica). Quando fica entre o Sol e a Terra, geralmente Mercúrio se dirige para o Sul ou para o Norte, mas em 14 ocasiões por século, ele passa na frente do Sol, num fenômeno conhecido como trânsito solar.

▪ A maior estrutura na superfície é uma imensa cratera com 1.300 km de diâmetro, chamada bacia Caloris. Foi proveniente de um impacto tão violento que expulsou parte do manto de Mercúrio, criando picos de 2 km de altura e espalhando escarpas e fraturas até na face oposta do planeta.

Fonte: http://www.zenite.nu/

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A família do Sol


No reino do faz de conta, o Sistema Solar é igualzinho aquele mostrado em velhos livros de Geografia. Todos os planetas girando em torno do Sol igualmente espaçados um do outro e num mesmo plano, com uma gigantesca arena.

A mesma coisa se vê com os satélites, cada qual em relação ao seu planeta. Os asteróides, restritos a uma faixa comportada entre Marte e Júpiter, formam uma barreira densa e perigosa para qualquer um que tente ultrapassá-la.

A realidade, contudo, é sensivelmente diferente. Os planos orbitais de cada planeta, inclusive o nosso, estão inclinados e não num mesmo plano. Como os planetas têm diferentes massas, algumas órbitas também ficam mais próximas que outras.

É possível atravessar o cinturão de asteróides sem nem mesmo ver um deles. Há satélites que giram no sentido oposto ao demais – e planetas cujos pólos são mais quentes que o equador. Existe um outro cinturão de asteróides depois de Netuno.

Sem falar em Plutão, Ceres e o recém descoberto Éris, que agora integram uma nova categoria, a dos planetas anões do Sistema Solar. Bem-vindo à verdadeira harmonia dos mundos. Conheça aqui, em detalhes, o novo Sistema Solar.

http://www.zenite.nu/



domingo, 27 de junho de 2010

Conhecendo o Sol


O Sol já foi considerado um deus na religião de muitos povos da antiguidade, tamanha sua importante para o desenvolvimento da vida na Terra. Sem esta estrela não seria possível a sobrevivência de grande parte das espécies que hoje habitam nosso planeta. Ele é responsável pela temperatura, pela evaporação, pelo aquecimento e por muitos processos biológicos que ocorrem em plantas e animais. Por outro lado, o excesso de sol pode causar danos aos seres humanos. A exposição excessiva aos raios ultra-violetas emitidos pelo sol, sem o uso de protetor ou bloqueador solar, pode causar câncer de pele.


Ao redor do Sol giram nove planetas, compondo o sistema solar. Estudos científicos mostram que o Sol deve ter se formado há aproximadamente 5 bilhões de anos. Sua massa é cerca de 300 mil vezes maior à do planeta Terra. O diâmetro do Sol é de aproximadamente 1.4 milhão de quilômetros. A distância entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros. A temperatura média no núcleo do Sol chega a 15 milhões de graus Celsius. Nesta parte mais interior da estrela, ocorrem reações químicas como, por exemplo, a fusão entre átomos de hidrogênio. Na fotosfera, superfície do Sol, originam-se a luz e o calor. Ainda compõe o Sol uma camada de gases que envolve a estrela.
A cada ciclo de 11 anos, o Sol passa por período de extrema agitação, enviando para terra tempestades solares. Carregadas de eletricidade, estas tempestades acabam influenciando nos sistemas eletrônicos, redes de energia, computadores, aparelhos eletrônicos, sistemas de comunicação de aviões e navios e satélites. Estas ondas de energia e eletricidade chegam a criar as conhecidas aurora boreal e austral. O ar brilha nas regiões próximas aos pólos magnéticos da Terra, gerando um espetáculo de luzes e cores nos céus.
Do ponto de vista químico, o Sol é formado pelos seguintes elementos: 73% de hidrogênio, 25% de hélio e 2% de outros elementos.



A NASA e a Agência Espacial Européia tem monitorado constantemente as atividades do Sol. Estes estudos e observações têm por objetivo aprimorar os conhecimentos sobre esta importante estrela e melhorar a vida em nosso planeta.

Fonte: www.suapesquisa.com/sol/

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A FÍSICA DO ANIVERSÁRIO

Uma visão mais cosmológica de aniversário!


Vivemos num imenso carrossel chamado Sistema Solar (a figura do post anterior representa uma parte do Sistema Solar e nos dá uma idéia desta analogia com o carrossel).
Estamos todos montados no "cavalinho azul" deste "carrossel", o planeta Terra, o terceiro a contar do centro. Junto com ele, viajamos sem parar ao redor do Sol, completando uma volta a cada ano (365 dias aproximadamente).
Fazer aniversário nada mais é do que completar nova volta neste enorme "brinquedo", volta esta que é contada a partir do momento do nascimento.
Como o planeta Terra retorna para o mesmo ponto da órbita do momento do nascimento, então a paisagem se repete. Refiro-me à paisagem das estrelas e do céu profundo que, mesmo tendo movimentos próprios, não podem ser detectados pois estão muito distantes da Terra. Já os planetas, estes mudam de lugar pois estão no mesmo "carrossel" em que a Terra, mais para dentro ou mais para fora, mais perto ou mais longe do centro. Aliás, a palavra planeta significa "astro errante" por isso mesmo.
Hoje estou completando mais um ano de vida, mais uma volta neste "carrossel celeste", ou como se costuma dizer, faço aniversário! Se eu olhar para o céu à noite (e com certeza o farei), vou ver exatamente as mesmas constelações, nas mesmas posições em que estavam no dia em que nasci. É como voltar no tempo!

prof. Júnior

http://fisicamoderna.blog.uol.com.br/arch2004-10-31_2004-11-06.html#2004_11-05_17_42_28-7000670-0

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Um pouco de Poesia...

Nosso Universo – Cosmos


SOL – estrela de quinta grandeza.
Hélio, irradia energia, luz e calor
à corpos celeste de misteriosa beleza,
planetas que giram ao seu redor! ...

MERCURIO – o filho de Júpiter.
Planeta mais próximo do Sol.
Mensageiro do Olimpo – Hermes.
Revolução rápida em torno do Sol.

VENUS – o planeta mais brilhante!
Estrela Dalva, Vespertina, Estrela do Pastor.
No universo, és belo e radiante
Na Terra, admiram. Saúdam em louvor! ...

TERRA – nossa origem, nosso mundo.
A vida surge, cresce, transforma, evolue! ...
Árvores, pássaros, água, céu azul, mundo
que Deus arquitetou, geometrizou, criou – Gênese.

MARTE e Terra, mundo similares.
Frio, ventos, dunas de areias ondulantes,
diminuta água, gelo, póros capilares.
O misterioso avermelhado, ... Rochas, pirâmides...

JÚPITER – do sistema solar, o maior.
ZEUS – filho de Saturno e Cibele (Grã-Madre).
Luas, mundos delicados, vulcânico ao redor,
Calisto, Lo, Amaltéia, Ganimedes – a grande.

SATURNO – destacado por lindos anéis,
cinturão radioativo, campo magnético.
Circundado por sistema de satélites.
Titã, maior do sistema solar. Magnifico! ...

URANO – astro personificado “o Pai dos Céus”.
Herschel, astrônomo, revolucionou a ciência.
São 84 anos sua volta em torno do Sol.
Era de Aquário, conquista sideral, ascendência ...

NETUNO – Poseidon – simbolizando “o Deus do Mar”.
Estudos das órbitas de Urano, confirmação
de Leverrier, a existência do deus mar,
astro da inspiração, sublime exaltação !

PLUTÃO – planeta mais afastado do Sol.
Órbita excêntrica deste astro distante ...
250 anos o giro em volta do Sol.
Seu satélite, a grande lua Caronte.
E ...


Fonte: http://www.unirio.br/hugg/poesia/poesia.htm

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Sistema Solar

O Sistema Solar corresponde a todos os corpos celestes que seguem o Sol através do espaço. Isso inclui os planetas, luas, cometas, asteróides e muitos outros.
Tente adivinhar quais objetos do Sistema Solar estão representados abaixo.













O desenho da figura acima não mostra o Sol e os planetas nos seus tamanhos relativos corretos, nem em suas distâncias relativas ao Sol. Abaixo eles aparecem com os tamanhos relativos corretos:



Um pedaço pequeno do Sol aparece acima, em vermelho. O Sol é cerca de 300 vezes maior do que a Terra, ou cerca de 30 vezes maior do que Júpiter, o maior dos planetas do Sistema Solar.



http://pt.wikibooks.org/wiki/Astronomia_Mirim/Os_planetas_e_o_Sistema_Solar